Profissionais da Saúde estão exaustos e é preciso garantir valorização urgente

Após um ano de pandemia, nove em cada dez profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao Coronavírus se sentem esgotados. A conclusão é de uma pesquisa da Pebmed, site especializado em conteúdos para profissionais de saúde, que entrevistou mais de 2 mil pessoas entre o fim de março e o início de abril.

A pesquisa ainda indicou que 68% dos entrevistados trabalham em locais que sofrem com a falta de profissionais para atender a demanda; e pelo menos metade admitiu que já teve que lidar com a falta de respiradores para atender os pacientes.

Trata-se da confirmação de uma realidade cada vez mais dura com os profissionais da área, que estão no limite, enfrentando condições precárias de trabalho e cujo estresse causado durante a rotina traz sérias repercussões para a vida particular e a saúde física e mental.

Também estamos dormindo mal

Não à toa, outra pesquisa, esta da Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS), indicou que a dificuldade para dormir é um sintoma cada vez mais presente entre os profissionais da linha de frente do combate à Covid-19.

Além disso, sintomas como ansiedade, alterações abruptas de peso e até o desenvolvimento da síndrome de burnout (esgotamento mental por causa do trabalho) também aparecem relacionados com a rotina cada vez mais dura e na qual se convive com a morte de colegas de trabalho e amigos e o constante receio de ser infectado pela Covid-19.

Neste contexto, é imprescindível lutar pela valorização dos profissionais da área, sob pena de gerar consequências catastróficas para os trabalhadores e trabalhadoras da saúde mesmo depois da pandemia.

Piso nacional e 30 horas já!

É por isso que o SINDESC está mais do que envolvido na luta pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.564/2020, que estabelece o piso nacional e a jornada semanal de 30 horas para profissionais da Enfermagem, que são a maioria na linha de frente de combate á Covid-19.

Além de estabelecer a jornada em acordo com o que prega a própria Organização Mundial da Saúde (o Brasil é um dos pouco países onde profissionais da Enfermagem trabalham 40 ou mais horas por semana), o PL padroniza os recebimentos desses trabalhadores, que em muitas regiões sofrem com a despadronização e desvalorização salarial.

A proposta enfrenta resistência especialmente de grupos de empresários da Saúde privada, que frequentemente tentam convencer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a não colocar o PL em pauta.

Enquanto isso, nossa categoria segue se arriscando e salvando vidas em todo o país, mesmo em condições precárias de trabalho. É um absurdo negar a necessidade da aprovação do PL, ainda mais em um momento como este, em que toda a sociedade reconhece a importância dos profissionais da Saúde.

Trata-se de uma reivindicação histórica do SINDESC, que há anos participa do “Fórum Nacional da Enfermagem – 30 horas já!”, por meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), e de todas as movimentações que envolvam a discussão sobre melhorias nas condições para os trabalhadores e as trabalhadoras.

É hora de seguir na luta!

Mande uma mensagem para pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e colocar o PL em pauta.

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Fonte: SINDESC

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