No setembro amarelo, precisamos falar da saúde dos profissionais da Saúde

A campanha Setembro Amarelo aproveita este mês para debater saúde mental e prevenção ao suicídio. Agravada pela pandemia, a situação da saúde mental entre os profissionais da Saúde é um tema importante dentro deste contexto.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou altos níveis de síndrome de burnout e depressão em profissionais da saúde de diferentes regiões do país.

Entre os técnicos de enfermagem entrevistados, 70% apresentaram sintomas de esgotamento, com a categoria tendo obtido os piores resultados na pesquisa.

Além das jornadas estressantes e exaustivas a que estão submetidos os profissionais da Saúde, com a pandemia a situação se agravou por conta de fatores como o medo de morrer ou perder familiares, jornadas mais extensas e a angústia de ficar em casa.

 

Paraná amarelo

No caso do estado do Paraná, a situação é preocupante em relação ao número de suicídios registrados, que segue em patamar recorde desde 2018, com cerca de 900 casos por ano. No ano passado, a cada 10 horas, em média, um paranaense tirou a própria vida, segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Anualmente, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Transtornos como depressão, bipolaridade e acidentes pelo uso inadequado de drogas lícitas ou ilícitas são alguns dos fatores de risco.

Segundo a ABP, 96,8% dos casos estão relacionados aos transtornos mentais.

Caso você ou alguém que você conhece esteja precisando de ajuda, aproveite o Setembro Amarelo e procure por orientação em um dos muitos serviços e campanhas pela vida existentes. Não hesite, qualquer auxílio pode fazer a diferença.

 

Fonte: SINDESC

 

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