Expostos, profissionais da Saúde precisam de terceira dose da vacina

O Ministério da Saúde divulgou, no final de agosto, um cronograma prevendo doses de reforço das vacinas contra Covid-19 para idosos com mais de 70 anos e pessoas imunossuprimidas.

Expostos diariamente, na linha de frente, a novas variantes pouco conhecidas e à transmissão que ainda continua alta, os profissionais da Saúde esperam sua inclusão nesse cronograma, o que ainda não foi confirmado pelo governo.

A aplicação da chamada “terceira dose” ajudaria os profissionais da saúde, já atingidos por rotinas ainda mais estressantes desde o início da pandemia, a terem a segurança necessária para o desempenho de suas funções tão essenciais.

A grande maioria deles foi vacinada há oito meses, período para o qual o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, avaliou a eficácia garantida das vacinas. Como se trata de um grupo constantemente exposto à Covid-19, a renovação da imunização deveria ser feita o quanto antes.

A aplicação de doses adicionais para o grupo está em debate na Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19, que conta com integrantes do Ministério da Saúde e de outras instituições de dentro e fora do governo.

 

Brasil segue atrasado

Segundo o Ministério da Saúde, até meados de setembro 70 milhões de brasileiros já completaram sua vacinação, que inclui duas doses ou os imunizantes de dose única. Isso representa cerca de 44% da população adulta do país.

No entanto, o negacionismo e a inação criminosa de Bolsonaro seguem cobrando seu preço, uma vez que a vacinação no Brasil segue lenta quando comparada a outros países.

No caso da União Europeia, por exemplo, o índice de 70% da população adulta completamente vacinada foi superado em setembro.

 

Fonte: SINDESC

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