Dia 20 de novembro celebra consciência negra e luta antirracista

Por mais que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores busquem negar a existência do racismo no Brasil, todos sabemos que, desde os tempos de colônia portuguesa, nosso país tem a discriminação racial entranhada em nosso dia a dia e sociabilidade.

A fim de combater o racismo e valorizar a cultura negra no Brasil, o dia 20 de novembro foi oficializado como Dia da Consciência Negra, momento que o SINDESC considera fundamental para que essa luta, que deve ser constante, seja novamente tematizada e aprofundada.

Quilombos

Oficializada no calendário nacional de feriados em 2011, a data marca a morte de Zumbi, um dos líderes do quilombo dos Palmares e um dos heróis do povo brasileiro.

Desde sua conquista em 1500, o Brasil foi marcado e moldado pelo trabalho de africanos escravizados, e sua Abolição oficial, somente em 1888, não representou a completa inserção de seus descendentes na vida econômica e política do país.

Com o racismo e a falta de oportunidades iguais sendo uma marca colonial ainda muito viva, a resistência simbolizada por Zumbi e pelos quilombos segue viva e altamente necessária se queremos construir um Brasil mais justo e desenvolvido.

Efeitos do racismo no trabalho dos profissionais da Saúde

Presentes de forma estrutural em todos os âmbitos de nosso cotidiano e de nossa sociedade, o racismo e a desigualdades de raça também são identificados no trabalho dos profissionais da Saúde, marcado por diferenças raciais e de gênero combinadas.

Dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicam que, entre profissionais da Saúde, 78% das mulheres negras se sentiram desprotegidas em seu trabalho durante a pandemia. Sem o recorte de raça, o número cai para 72% das mulheres e 61% dos homens.

Entre os entrevistados, 57% dos homens brancos afirmaram ter recebido equipamentos de proteção, enquanto somente 38% dos homens negros o fizeram. Se 43% dos homens brancos indicam ter sido submetidos a treinamentos, no caso das mulheres negras o número é de apenas 20%.

No caso da testagem, importante estratégia de prevenção e controle da pandemia pouco enfatizada pelo Governo Federal, 22% dos profissionais da Saúde brancos afirmam ser testados cotidianamente, contra apenas 11% das mulheres negras.

Fonte: SINDESC

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