Covid tirou a vida de até 180 mil profissionais de saúde

Segundo uma estimativa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no final de outubro, a pandemia da Covid-19 matou até 180 mil profissionais de saúde que atuaram na linha de frente do combate ao vírus ao redor do mundo, em uma das piores crises sanitárias e hospitalares enfrentadas pelo planeta. O período analisado foi de janeiro de 2020 até maio de 2021.

A organização aponta que as mortes aconteceram, principalmente, pela demora na aplicação de vacinas em diversas nações. Entre elas, no Brasil – que poderia ter recebido os primeiros lotes em novembro de 2020, mas o presidente Jair Bolsonaro preferiu atrasar a vacinação da população e promover desinformações acerca da imunização.

Subnotificações

Com um sistema eficiente, capaz de realizar cruzamentos de dados, a OMS constatou que a subnotificação de casos foi intensa, atingindo todos os países, que teriam números bem maiores do que o informado em primeiro momento.

Segundo o levantamento, 13,6 mil profissionais de saúde brasileiros morreram em decorrência da Covid-19. O número é 40% superior aos registros oficialmente divulgados pelo Ministério da Saúde: dentro do período analisado, o Brasil seria o 4º país com mais mortes de profissionais da saúde durante a pandemia.

A situação do Brasil pode ter sido agravada, principalmente, pelo descaso com os trabalhadores, expostos ao vírus em jornadas excessivas de trabalho, sem qualquer tipo de reconhecimento financeiro.

Desigualdade

A pesquisa da OMS também demonstra as desigualdades espaciais e econômicas dos países subdesenvolvidos frente às nações do chamado “primeiro mundo”. Enquanto a média geral dos países é de que 2 a cada 5 profissionais já estejam totalmente vacinados, somente um a cada 10 profissionais recebeu as duas doses da vacina na África, e cerca de 5% da população está imunizada, por exemplo.

A disparidades ameaçam o combate total ao vírus. Segundo o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o cenário de crise sanitária poderia “facilmente se arrastar até 2022”.

Fonte: SINDESC

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