Covid-19 e suas sequelas são principais causas de afastamento do trabalho

Além dos danos irreversíveis gerados pelas mais de 600 mil mortes já registradas e da tragédia social e econômica causada tanto pela Covid-19 quanto pela forma como ela foi gerida (e, na verdade, estimulada) pelo Governo Federal no Brasil, a pandemia ainda foi a principal responsável pelos afastamentos do trabalho no país em 2021.

Até 2019, antes da pandemia, portanto, os problemas na coluna lombar lideravam os afastamentos, passando hoje a ocupar a segunda posição.

Segundo os dados, o número de afastamentos de trabalhadores por mais de 15 dias por infecção por Covid-19 ou por sequelas da doença aumentou 75%, nos primeiros seis meses de 2021 – em comparação aos seis meses anteriores.

Nos seis primeiros meses de 2021, foram 64.861 afastamentos relacionados à Covid-19, contra 37.045 casos entre abril e dezembro de 2020.


Sequelas

O Ministério da Saúde não divulgou ainda dados oficiais quantitativos ou qualitativos sobre as sequelas da Covid-19 no país. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet analisou as sequelas da doença após um ano de contaminação e mostrou que metade dos pacientes continuava com queixas, sendo as mais frequentes o cansaço e a fadiga muscular.

A pesquisa também indicou que um terço dos pacientes supostamente recuperados também apresentou dificuldades para respirar.

Pacientes que tiveram casos de Covid-19 com maiores complicações costumam ter recuperações mais difíceis e sequelas mais incômodas.

É o caso de internações que necessitaram de intubação. Sem respirar pelo nariz e sem engolir por esse período, há fraqueza e desgaste no músculo da deglutição, com os pacientes necessitando de fonoaudiologia e terapia ocupacional, por exemplo.

A maioria dessas dificuldades causadas pelas sequelas da Covid-19 é temporária, mas quanto antes for iniciada a reabilitação, de preferência ainda durante a internação, melhores serão os resultados.

 

SUS sobrecarregado e com cortes

Os tratamentos de reabilitação para Covid-19 nem sempre são rápidos e muitas vezes requerem equipes multidisciplinares. Com isso, profissionais da Saúde e especialistas temem que haja uma sobrecarga sobre o Sistema Único de Saúde (SUS),que precisa de mais estrutura e investimentos para dar conta de mais essa demanda.

Infelizmente, o governo Bolsonaro age no sentido contrário, uma vez que tem apoiado e sancionado inúmeras iniciativas que reduzem o orçamento e cortam verbas do combate à pandemia e da Saúde pública em geral.

 

Fonte: SINDESC

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