O desamparo de quem atua na linha de frente do combate à Covid-19

DesamparoLinhadeFrente_SINDESCUm ano e meio após o início da pandemia no Brasil e com o registro de mais de 527 mil mortes no país (dados de 7 de junho), trabalhadores da saúde compartilham o sentimento de desamparo.

Em uma pesquisa, 89% da categoria – presente tanto na rede pública, como na rede privada – afirmou estar psicologicamente cansada. A sensação é de não saber para onde correr: os esforços humanos não são capazes de superar a falta de leitos e respiradores para atender a demanda.

Aliado a isso, a falta de trabalhadores para compor o quadro de funcionários – em virtude dos afastamentos que quem contraiu Covid, e pelo alto fluxo de atendimentos das instituições – sobrecarrega quem está em atividade, aumentando o estresse e a extensão das jornadas de trabalho.
O desgaste físico e psicológico leva à exaustão: em 2020, 78% dos trabalhadores foram diagnosticados ou apresentaram sintomas de Síndrome de Burnout. O distúrbio é fomentado pelo esgotamento profissional, devido à alta exposição a momentos de tensão.

O medo de se infectar (ou reinfectar) com a doença também se faz presente. Dados indicam que 87% dos profissionais que tiveram Covid-19, 41% têm medo da reinfecção. Entre os que ainda não foram contaminados (58%), 86% têm medo de contraírem. E 97% dos trabalhadores se preocupam com a chance de levar vírus para casa.

A presidente do SINDESC-PR, Isabel Cristina Gonçalves, diz que chamar os profissionais de heróis, sem cobrar mudanças efetivas, só piora a situação. “São pessoas, que tem suas vidas e precisam de condições dignas para trabalhar” afirma. Ela destaca o posicionamento do SINDESC-PR na defesa dos direitos da categoria, e a importância desta buscar o acolhimento do Sindicato.

Fonte: SINDESC

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